Subversa

“Metamodernismo” é a nova coluna de Felipe G. A. Moreira


Ao tentarem chocar seus leitores, Charles Baudelaire e a maioria dos poetas do século XX (e.g., Manuel Bandeira, Paul Celan, Sylvia Plath, etc.) seguiram três imperativos estéticos que caracterizam o modernismo: poemas devem retratar desviantes, poemas devem usar uma linguagem alternativa e poemas devem apontar para o novo. Metamodernismo é a tese que ao invés de seguirem esses imperativos, poetas devem identificá-los e colocá-los em cheque, procurando constranger seus leitores. Isso deve ser feito porque paradoxalmente essa é a única maneira de ainda retratar desviantes, usar uma linguagem alternativa e apontar para o novo. Nesse espaço, breves ensaios sobre poesia a partir da perspectiva do metamodernismo serão disponibilizados uma vez por mês. Todos os ensaios são assinados pelo Felipe G. A. Moreira.


FELIPE G. A. MOREIRA é mestre em filosofia por Boston College, e PhD em filosofia pela Universidade de Miami, tendo defendido em 2019 a dissertação sobre metametafísica, Disputas: a incomensurável grandeza das micro-guerras. Publicou a peça poética, Parque (2008, Revista Zunái online) e o livro de poemas, Por uma estética do constrangimento (2013, ed. Oito e Meio). No momento, trabalha no que espera tornar seu novo livro de poemas, “F.G.A.M”.

felipegustavomoreira@yahoo.com.br | Site pessoal.

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