Subversa

Escuta zé-ninguém, de Wilhelm Reich | por Lucas Grosso


“Cyclus Spiritulais: Nobody Knows the Troubles”, 1968, Bronislaw M. Bak


“Escuta zé-ninguém”, de Wilhelm Reich (Tradução de Waldéa Barcellos) Martins Fontes, 2007.

Livro canônico de Psicologia Social, irônico, o ensaio de Reich é extremamente atual. Por meio de um diálogo platônico, Reich analisa e ataca aspectos e valores do “cidadão-comum” na contemporaneidade (como nacionalismo, sexualidade, sistemas de trabalho). Sua ideia principal é a de que nossa sociedade estrutura suas relações de poder em ideologias demagógicas, burocráticas, institucionais e autoritárias. Isso causa o embate constante entre classes sociais tanto pelo uso da violência, quanto por discursos populistas-apelativos ou de consumismo imediatista. Dessa forma, o “zé-ninguém” torna-se um ser frustrado, ignorante e amedrontado, defensor de regimes totalitários: o espectro principal da década de 2010-20.


LUCAS GROSSO | mestre em Letras. Estudou Milton Hatoum na graduação e Milan Kundera no mestrado. É professor de inglês na prefeitura de São Paulo. Lançou “Nada”, pela Editora Patuá, é colunista da Subversa e escreve no blog www.lucasgrosso.blogspot.com.

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