Subversa

[CORRENTEZAS] Alberto Pimenta: “Um homem autêntico dentro duma autêntica jaula dum autêntico jardim zoológico, que é isto?”

“Todos os caminhos vão do cabo para o rabo” (Pimenta). Acervo pessoal.


Alberto Pimenta nasceu na cidade do Porto em dezembro de 1937. Em 1961, começava seu exílio em Heidelberg, na Alemanha, onde já estava, mas, a partir de então, sem passaporte. Lá viveu, escreveu e lecionou por 16 anos. Em 1977, recuperou seu direito de ser português, pegou seu documento e voltou à terra. Como presente de boas vindas, ofereceu à pátria recuperada o histórico happening que até hoje balança o coração dos lisboetas: resolveu que era por bem se trancar em uma jaula do Jardim Zoológico de Lisboa, a sentir-se na prisão do chimpanzé, e ali permaneceu por duas horas, com uma garrafa d´água, alguns livros e um pneu. Em 1991, queimou em praça pública “O Silêncio dos Poetas” seu livro considerado o mais “identificavelmente teórico”.  Um ano antes, sua “Obra Quase Incompletadeu uma amostra razoável das cinco décadas em que se mantém inexistindo em Portugal e existindo em seus mais de cinquenta títulos, publicados e traduzidos em diversos países. Hoje vive na capital portuguesa, um bocado cansado, aposentado da Universidade Nova de Lisboa há mais ou menos oito anos. A entrevista abaixo é resultado de uma conversa de aproximadamente quatro horas com Pimenta, uma garrafa de vinho e duas postas de bacalhau. O clima era de comemorar e nos despedir, já que, finalmente, havíamos terminado a primeira dissertação acadêmica* feita sobre ele em meio desse problema antigo que é encontrar na inexistência a única maneira de sobreviver.

Morgana Rech


O Alberto é conhecido por não se deixar agarrar pelas classificações. Nota-se que, quando o fazem, a tendência dos críticos que optam pela classificação, é de trabalhar sua obra através da perspectiva da sátira, ou o experimentalismo, ou a marginalidade. O que pensa sobre essas tendências?

Alberto Pimenta: Parece-me que há uma tendência muito antiga de tentar encontrar dentro da obra de cada poeta aspetos estéticos, ou melhor, aspetos formais, de gênero, de categoria… que permitam metê-lo depois muito declaradamente dentro dum gênero, dum estilo, duma forma… que é essa mesma maneira normal de tematizar aquilo que se escapa à tematização geral social, que é a criatividade. A poesia sai fora da racionalidade, sai fora por uma emoção que não é compartilhada, então vamos tentar compartilhar essa emoção pela forma que ela adquire. Já quando eu era aluno do liceu com quinze anos… e me falavam do Camões lírico, do Camões épico e do Camões não sei quê mais… eu ficava… não sei se era irritado –  se a palavra está certa em relação a um rapaz de quinze anos – mas ficava incomodado. Não há um Camões lírico nem há um Camões épico, há um Camões.Há um senhor que se chama Camões, e que depois escreve lírica, escreve poesia que se chama lírica, escreve poesia que se chama épica, etc… e que são naturalmente distintas uma da outra. MAS, que terão afinidades (e tem). E interessam mais as afinidades para definir aquela personalidade e aquela razão de ser daquela poética, do que meter mais uma vez o épico na tradição épica, desde o Homero… O lírico na tradição lírica desde não sei quem, e por aí fora.E faz-se isso desde então… faz-se isso com o Almada Negreiros, não é? É o Almada pintor, é o Almada poeta, é o Almada… da performance. O Almada é só um e é preciso integrar. A verdadeira maneira de entender é INTEGRAR… Perceber como é que tudo aquilo são facetas de uma só pessoa, e normalmente uma pessoa criativa e onde a emoção supera… essa racionalidade do sistema.Normalmente utiliza várias formas de expressar isso, porque se utilizasse só uma então estava no plano do sistema… dos políticos que também utilizam só uma e de uma certa maneira, e dos economistas que utilizam só uma e de uma certa maneira, e por aí fora. E então é assim mais ou menos que se quer resolver, de maneira que eu acho que tem sido muito simples no meu caso resolver ou com o experimentalismo e chamar experimentalismo aquilo que não é. Não experimenta nada, não se trata de experimentar…se trata de desconstruir e construir, como por exemplo naquele poema que falamos, a canção cuneiforme. Que experimentalismo é que há ali? A canção cuneiforme é uma canção, é um poema que tem o título da forma que adquire. E a forma que adquire que é muito importante. O soneto é importante porque tem aquela forma… são quatro quatro três três, não pode ter outra. O soneto romano – aquela forma mostra já uma evolução que depois é uma – que se transforma numa – involução repetitiva. Mas numa involução que é por assim dizer na primeira fase uma chave daquilo que foi bom e que é bom repetir, e que se repete. E é por isso que aquilo tem aquela forma, é aquilo que é e faz parte. É absolutamente necessário ter aquela forma e manifestar-se assim para realizar tudo aquilo que se quer dizer que de outra maneira não era possível… se de outra maneira não era possível aquela é evidente. A segunda parte é simplesmente uma queda analógica às várias quedas do corpo e espírito que sucedem ao longo do tempo do ser humano ou qualquer outro ser, que naquele caso funcionaram exatamente de acordo com a vontade poética, que se não tivesse funcionado não se tinha feito. E não há experimentalismo nenhum, quer dizer, não há nada contra o discursivismo tradicional. Mesmo porque aquilo é discursivo – e eu uso normalmente formas discursivas… formas que discursam, que recorrem, que tem gramática. Não utilizo letras soltas, formas soltas, de maneira que experimentalismo é um chavão que simplifica o entendimento através só de qualquer coisa de exterior. E todo resto… sátira… Sátira eu já disse várias vezes que não é um gênero que me convenha muito… Eu tenho uma constante ironia. Essa constante ironia é uma ironia (como todas as ironias) do autoconhecimento. O autoconhecimento leva à ironia, o desconhecimento é que leva à segurança e a certeza. A dúvida leva à ironia, a incerteza leva à ironia, e essa ironia está presente em quase tudo, quase tudo leva à ela… Tanto por vezes com melancolia, por vezes com alegria e todo o resto, de maneira que isso não resolve normalmente nada. A única coisa que resolve para entender é [que] entender e entender terá que ser uma totalidade, e essa totalidade é feita dessas e doutras coisas. Mas, sobretudo, doutras.

Você ainda se considera um inexistente? Como é se sentir um inexistente?

Pimenta – A ideia da inexistência aplicada a mim – ou à pessoa, ao escrito, aos escritos – é uma ideia de Pádua Fernandes… e é uma ideia que tem poder, sobretudo – parte e procura ironicamente justificar o silêncio que se faz em volta do que eu escrevo. É importante – se esse silêncio é muito, muito grande – é porque eu não existo. Quer dizer, eu não existo realmente… de forma que é a esse nível que a inexistência tem que se entender… uma ironia sobre um modo de receção. O que eu faço não é uma existência que seja importante conhecer como parte da poética, não é de fato. Não podemos de maneira nenhuma estar a querer, por exemplo, contrapor esta ideia de inexistência à uma pluriexistência tipo Fernando Pessoa, que organizou aquele sistema muito especial em volta da existência. Não, nada disso… a mim quer dizer como eu de fato não frequento praticamente nada do que acontece por aí em eventos de realizações públicas, poéticas, culturais – não frequento nada, vou quando calha, quando alguma coisa para mim tem um significado importante que me faça ir. Não frequento, não apareço onde faço ver, não tenho interesse nenhum em fazer ver… faço-me ver onde me faço ver como cidadão que tem um bilhete de identidade, que está quase a caducar neste momento – espero bem que não caduque por completo, porque se caducar então é que chego à perfeita inexistência… é uma ideia, deixá-lo caducar… aí está. É a inexistência.

Acervo pessoal.

Ao trabalhar o problema da inexistência tendo como ponto de partida as ideias de P. Fernandes, cheguei até o problema dos espelhos, que muitas vezes é convocada por si como questão fundamental para pensar a poesia. Que tipo de espelho é a sua poesia?

Pimenta – O espelho é o que leva à poesia… o que leva à poesia é o espelho que reflete as coisas… as coisas são refletidas como num espelho… não aparecem diretamente. É muito difícil ver as coisas diretamente e fazer delas algo que seja consistente porque elas escapam de vários modos e estão metidas no meio doutras.Mas com espelhos… espelhos quebrados, espelhos que quebram e portanto mostram parte da realidade já como coisa quebrada, como coisa que não está perfeita em si… Ou espelhos levemente reclamantes, aqueles espelhos côncavos e convexos… os há. Então aí a realidade aparece nitidamente… começa a aparecer nitidamente. Ela em si está, anda, aparece, surge, está aí… duma maneira que se escapa na sua essência… mas a sua essência com um bocadinho de convexidade, ou um bocadinho de concavidade, ou quebrando-a e fazendo-a parte duma dessas quebras. Então revela-se, revela-se como nós achamos que ela de fato poderá ser no meio duma totalidade que ela inevitavelmente pertence.

O que é mais poético, o instante em que surpreende o Homo Sapiens refletindo-lhes a própria imagem na jaula, ou o texto que escreve depois com os comentários que ouviu?

Pimenta – Creio que poético é um conjunto, das duas coisas. Creio que só uma sem a outra não seria… só a exibição do Homo Sapiens para outros assim sem mais, seria um mero ato circense – o que tem o seu encanto – mas não é poético ainda, é um ato incompleto, tão incompleto que a questão será… mas o que é isto? Indefinidamente todos perguntarão o que é isto. Agora… é definitivo? Não é? Um homem estar dentro da jaula, e como… Agora acrescentando a isso o que uma série de gente anônima que vai ao jardim zoológico ver animais diz perante esta circunstância… temos a dialética perfeita da criação e da receção. Algo de inesperado, algo que quer ter um sentido e que ele adquire nesse momento, no momento em que há uma certa receção, uma certa expressão dessa receção. Então o poético é essa totalidade, e só poderia ser naquela circunstância até em certo ponto real que se chama jardim zoológico. Ou seja, isto feito numa galeria não tinha absolutamente nada de poético… tinha de artístico sim…que é uma coisa diferente… era um ato de artista… Construir uma jaula numa galeria e meter-se lá dentro da jaula, é uma forma artística… uma forma de criação de arte, de estética artística, mas não era poético ainda, não era… Não dava a reação que este deu…. isto teria de ser… só é o que é, sendo de fato numa jaula de jardim zoológico real, embora sabendo depois ou muitos não sabendo exatamente se de fato o homem está compulsivamente ali ou não. Isso é importante. Mas tem que ser alí, de forma que há de fato uma certa angústia em relação à categorização estética de espetáculos onde há a ilusão da prisão, onde há ilusões desse tipo, que são ilusões que duram um espaço… que são metáforas, isso são metáforas. Isto não foi uma metáfora, a diferença está nisso, é que aqui não há metáfora nenhuma… aqui há um homem dentro de quê? Duma autêntica jaula… Um homem autêntico dentro duma autêntica jaula dum autêntico jardim zoológico, que é isto? Voilá.

Vê algum ponto em comum entre as políticas do sexo e as políticas do literário?

Pimenta – Há aqui na maneira de pôr a questão uma outra questão… uma questão que, de facto, talvez não seja uma questão ((risos)). Eu agora vou ficar em volta disto… uma questão que talvez não seja uma questão para muita gente, mas para mim é uma questão… que é o de falar de política do sexo e de política do literário… ou políticas… Política do sexo em termos literais entendo por exemplo as leis… leis que regulam idades em que é permitido ter sexo, considerando o sexo como um ato, como direi? Um ato fácil de definir, ou um ato elementar numa certa natureza. Leis que consistem portanto nisso, leis que consistem em definir sexos, formas de sexo permitidas e formas não permitidas… ainda num certo limite leis do aborto, já num limite um pouco já ligado a outro aspeto… até aí eu posso falar de políticas do sexo, só nesse aspeto, não é? Nesse aspeto de consideração dos autores das leis, daqueles que fazem as leis, fazem as leis para que o sexo, aquele sexo normativo, aquele sexo que significa uma certa penetração dum órgão num outro órgão mais nada, nem menos nem mais, só isso. E políticas do literário já tenho que entender doutra maneira porque não há legislação sobre o literário a não ser eventualmente uma legislação geral, não sobre o literário mas sobre a escrita… sobre o texto… com limites ao que pode ser dito e o que deve ser censurado… o que não pode ser dito. Bom e então, tentando agora ligar ou desligar as coisas ficam complicadas. Ligar o sexo ao literário em si é uma coisa, ligar as políticas do sexo às políticas do literário é outra, não me parece muito produtivo sequer… a não ser que consideremos que no literário a censura em si essencialmente incide preferencialmente em descrição do sexo ou… elogio dum sexo que a lei não permite, portanto em contradições entre a atitude do literário em relação ao sexo, com a legislação sobre o sexo. Nesse sentido então acho que estamos mais em domínios do legislativo, da legislação, do que noutro. Não estamos num domínio do ((interrupção)). Especificamente tudo o que há de sensual… eu prefiro o sensual, o sexual é sensual, sensorial, sensual no ser humano e a sua manifestação literária, já não estamos exatamente nesse domínio, estamos no domínio da legislação em vigor. Bom legislação não a quero discutir porque acho que legislações não vale a pena discuti-las porque seriam todas tão discutíveis… desde as primeiras… as primeiras da Bíblia são as primeiras legislações… ou antes ainda… as de Hamurabi na Suméria… não são muito diferentes das de hoje… isso é que é curioso. E não vale a pena discutir aquilo que não nos diz respeito, isso não me diz respeito, pode me abranger, claro, posso ser abrangido mas não me diz respeito… eu não me interesso… pela mente de pessoas que fazem leis… ESSE TIPO DE PESSOAS NÃO ME INTERESSA. Agora, deixando portanto isso… Se o literário, portanto mais que o poético, o literário em geral, está a tentar, quer, deseja, procura simbolicamente pelas palavras que lhe foram dadas, lhe foram dadas logo ao adquirir uma língua, ou duas ou três, as palavras que lhe foram dadas para conhecer o mundo… Se eu quero usá-las de uma maneira tal que, inovando a relação entre elas, que defina aquilo que normalmente não está definido em lado nenhum que é o desejo, que é o móbil que está por trás, aqui está dito sexo… um desejo fundamental, um desejo fulcral, um desejo de raiz, radical nesse sentido, então sim… então a ligação é muito importante porque sendo o sexo talvez um móbil radical do desejo humano, do desejo de existência… que se procura precisamente na legislação fazer desaparecer, apagar, reduzir só à utilidade… Se esse desejo é de fato um grande móbil da existência humana, então a literatura não pode ser outra coisa senão uma forma variada de ir procurar essa raiz do desejo que orienta o ato do ser humano… E duma e doutra maneira o literário com raras exceções é aí que vai ter e é em volta disso que se move… nessa raiz de desejos que leva à toda espécie de atos que nós conhecemos por parte do homem. Então sim, então a relação é total.

Das inversões que trabalha sob a via do pensamento filosófico da negativa, qual a mais importante para si, hoje em dia?

Pimenta – Há aqui uma referência implícita à teoria da negação crítica de Adorno. Negação de quê? Negação de que a teoria, a palavra, a arte sobretudo, seja uma solução de qualquer espécie… A maior parte da arte no momento em que se identifica com o sistema está a negar-se a si mesma, porque a função da arte é sair do sistema, pôr em causa o sistema e CRIAR valores diferentes do sistema. A negação principal é essa… se a arte não faz isso, se a arte em tudo o que nos dá está dentro do sistema, acho que não interessa.

Como resume a sua vontade de criar, ao longo da sua produção?

Pimenta – Como resume está bem perguntado porque eu vou resumir. A vontade de criar ao longo da produção é a vontade –  se é criar… é encontrar uma forma diferente… É essa.

Há ainda, em sua opinião, um espírito criativo no homem como forma de saciar a insuficiência de existir?

Pimenta – Claro que há, porque se não houvesse há tempos que este mundo não existia… Este mundo está tão bombardeado de todos os lados pelo espírito negativo, um espírito interessado em tudo o que não é humanidade, em tudo o que é negação da humanidade, para a substituir ou por utopias transcendentes ou por uma utopia imanente chamada dinheiro… Ou por outras coisas assim… que se não existisse de fato ainda essa vontade de contrapor um valor real de humanidade, a humanidade já não existiria… A humanidade existe, embora não me pareça socialmente importante… Vai existindo ainda, enquanto existe essa música que nos transforma, essa pintura que nos deixa perplexos, que nos leva a pensar… Essa escrita que igualmente nos embala ou desembala para um outro mundo… é isso.

A arte perdeu a função de conhecimento da realidade?

Pimenta – Por muito complicado que seja hoje aplicar com segurança o conceito de arte seja o que for, perante uma instalação ou uma performance… por muito complicado que seja, na maior parte dos casos essa complicação é o resultado de a arte se ter apercebido da complicação que é, do absurdo que é a realidade… A realidade tornou-se tão absurda, tão sem sentido humano… O dia a dia, as obrigações, as normas, a possibilidade de as fazer e de as aplicar, a maneira de as aplicar, a maneira de viver, o viver pra quê, o viver para uma acumulação, uma acumulação que está sempre a desfazer… Essa ausência de um valor que satisfaça interiormente – não é exatamente o espírito… é interiormente… é o homem interiormente e exteriormente… Essa ausência encontra uma arte com reflexos às vezes mais estranhos, mais inesperados porque o espírito do artista só assim conseguiu dar a ideia da falta de ideia desse absurdo que é o real. Esse real já não tem outra maneira de se exprimir senão essa. Em matéria de instalações e performance tem havido momentos radicais, muito discutidos e já dificilmente se entendem, ligados sobretudo à bodyart, à exposição do corpo em situações limite… Que são apenas um reflexo — e pálido — de uma realidade que nós curiosamente aceitamos… Quer dizer, se a humanidade que se apregoa teoricamente existisse ninguém conseguiria continuar a existir sem saber o que acontece em certas prisões. As prisões de Auswchitz e de outros países não se conseguiria existir, não seria possível… Só é possível existir ignorando… ignorando a um nível real de ignorância substituído por palavras. E isso é pelos vistos uma constante do ser humano. E simplesmente essa constante do ser humano intensificou-se de uma maneira tal, tornou-se de uma maneira tão brutalmente ofensiva que hoje só também uma arte igualmente ofensiva e brutal pode dar respostas… Parece-me que é isso… ou uma arte que toma consciência e que se desfaz também a si mesma naquilo que tinha de belo e de harmônico, porque já não há o belo e o harmônico, ou se o há é momentâneo em circunstâncias muito especiais… de forma que ela não perdeu o conhecimento da realidade, ela toma conhecimento da realidade e ela está também perplexa… nela nota-se essa perplexidade.


Esta entrevista foi originalmente publicada como anexo à dissertação de mestrado “A vontade de criar (arte literária): Uma leitura inaugural acerca da existência de Alberto Pimenta”, defendida na Faculdade de Letras da Universidade do Porto no dia 23 de outubro de 2013.

Morgana Rech. Psicanalista e editora da Subversa.

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