Subversa

“A Imortal da Graça”, de Filipe Homem Fonseca | por Lucas Grosso


A Imortal da Graça, Filipe Homem Fonseca, Quetzal, 2019


“Lisbons”, Werner Graeff (1970)

Romance português contemporâneo com um preciso alinhamento entre humor e melancolia. Criticando a gentrificação de Lisboa pela metonímia do bairro da Graça. Numa narrativa dinâmica e polifônica, Filipe discute a valorização de bairros centrais e a exclusão dos moradores antigos desses. No centro do enredo, há história de viúvas idosas numa disputada de egos, uma cuidadora solitária, e seu par, um ganhador de loteria impedido de reclamar o prêmio devido às obras de modernização do bairro. Perpassando temas como memória, despersonalização e solidão, Filipe expõe os conflitos entre o tradicionalismo reacionário e a modernização injuriosa, a tônica do século XXI.


LUCAS GROSSO | mestre em Letras. Estudou Milton Hatoum na graduação e Milan Kundera no mestrado. É professor de inglês na prefeitura de São Paulo. Tem um livro no prelo, é colunista da Subversa e escreve no blog www.lucasgrosso.blogspot.com.

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