Subversa

“The heart is a cannibal” | João Henrique Balbinot


Meu peito é um agreste
Torpe jazigo
Onde morrem idiomas
Findam sanidades
E perpassam afetos
Que ora definham atravessados
Ora crescem esperanças
Antro compostático
Tudo que amo apodrece no meu peito
Caminho descontínuo de ânsias
Daquilo que julgava apartado
Meu peito se alimenta de sangue e da própria fome


João Henrique Balbinot | Foz do Iguaçu, Brasil | jh_balbinot@hotmail.com

 

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