Subversa

Taramela | Suelio Geraldo Pereira (Formiga, MG)


Porteira, ali estava. De redor dois velhos no caminho conhecidos. Longe idade tinha ido a deles. Linha se proseava no tempo da manhã, quando num repente  surgiu. Aparente mula jaguanês solta, marchetada andadura padre ancião. Toada livre devagar, sem rumo preso.

Que se bem desça e chegue como achegado, seo padre Sisemeão!……. Aqui  pode-se falar. Prosa de dedo não faz mal . _”vista do padre”_ Mas, acolá,  demorar não será em demais de possível. Em contudo, vou ao pouco descansar. Velhice, a vejam, o que era, negativo sou. Necessito, diferente mudar, trilho das ações ante do agora.

Meu senhor, demorar quando!…. Pisa conosco  neste chão…. sombra está  a acalmar pensamentos. Curte vida soltar na companhia. Pecado se fala não  é o falar, para todos máxima que mundo conhece. Entretanto, praticávamos, exato certo, um fofocar. Também este não faremos à presente santíssima pessoa. Assunto benigno, vossa autoridade,  em de concordar manteremos.

De pois filho,  verdade! Pouco tem por extravagância dar. Não desgasta sobra do tempo. Vida enorme. Conversação, diálogo,  vai para dela  atrapalhar.

Em família sua, possui, como vai ao seguindo, _”qual vez acarreta, ademais o sacerdote Sisemeão”_. Bem  _ ” faz lhe recitar o outrem”_ , bonança porém! Mas no simples havemos. Sorte é estar prole a forte,  e minha sim.

Bom. Graça tua prossiga. Cumpre como aqui neste momento você, _”olha religioso noutro, com lado o vizinho”_, prognosticar. Parte por também  um minutinho  detalhar, em conta entendermos, demandas sua organização  casal?

_”o vizinho, seu como, outro” _Minha, na grande dignidade tua. Prossegue  bastante contínua. Igual pelo muito. Sem por  ou acrescentar, parelha ao do meu aqui compadre. Oramos pedidos, salvo a ganhando, além, fartura. Onde, filhos na saúde  muito  em casa  sobra.

_”conjunto dizem. Tal é correto. Bocas murchas, os anfitriões  deste, do presbítero. Fato da razão  sua, posto, encargo, seja  abençoada uma missão  na terra”_. Nela eu enfim agradeço. Melhor pior conquanto  gosto. Ruim é por perna distendida. Caminhar, sina tão particular nossa profissão. Que salva almas em homens, também,  a além  excluídos, se distantes. E  expande alargando mistério  sociedade divina.

Capim o cresce no extremado. Com languidade solar para por verde  saboroso à cúmplice  amiga, animal mula. Pastando-o em margem, da estrada abeirava, e ao dele  de olho.  A ver marcas, sem aparente ser na vista. Num lembrante. Episódios viveram ela com ele (deste não  sai dela miragem à frente, em remoendo solicita o humilde). Instante, para como, um sufoca-o. Tristeza é pensamento  recordando, recorrente do sobre quem o foi,  e no  perdendo, se levou sem ter.

Do qual, desapercebido há , um tempo,  progredido num escorrer pelos segundos. Já nisto,  povo na igreja. Coroinha desabafa depois, com ti quero pernas. Busca Sisemeão. Que, compreendam, mal nem bem, esqueceu horário sacro missa. Ao  profanação até de sendo. Talvez.

Já  se lembrava, quanto agora ele,  diminuto presteza.  Chegar era demanda celebração. Estorvada pelo, se duvida, à rápido, língua de solta na cuja prosinha.

Verificada a perda, cujo então descompensa ir. Mão abana resto do dia. Apreciar no de adiante,   a parceria dos envolta mula, coroinha e os,  para dele de igual existência, velhos senhores.

Estrelada noite  para o sertão iniciou em lá pelas perdas da tarde. Ocaso. Ao sendo céu pontilhado,  brilhante, entre o depois clarão do astro nulo.


SUELIO GERALDO PEREIRA | com gosto à literatura brasileira, entremea-se na linguagem ao meneio do seu uso singular | sueliop03@hotmail.com 

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