Subversa

Pulsante | Ana Priscila Correia Luz


Apanhei solfejos bemóis

na terra recém arada.

Na medição de melodias,

auferi três ou quatro chiados.

 

A frequência sedenta

(carrapato língua)

pende na ponta da folha.

 

Trago as veias abertas –

tomo assento à relva.

 

Ouço o pulsar de quase todos os plasmas.


Ana Priscila Correia Luz | Vitória da Conquista, Brasil | anapriscilacl@gmail.com

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1 Comentário

  1. Ednea Correia 16 de dezembro de 2020 em 10:53

    Uma abordagem além da poesia. Transcendente .

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