Subversa

poema 16 | Catulo (tradução: Felipe G. A. Moreira)


16.

Eu vou é fuder seus cus e suas gargantas!
Aurélio e Fúrio, suas viadas bichantas.
Que ousaram de eunuco vir me ofender,
por conta de uns versos meus pra fuder.
Limpinho deve ser o cu do poeta.
Mas não seus versos que são pra casseta
e se deixarem fuder com sal, graça
de um viado, gazela louca na praça
de mexi cu. Que, pra se enrijecer,
não só jovens, mas também velhos paus
faz entre os pelos da selva crescer.
Só porque leram meus mil versos maus,
metem que dou a minha bunda? Ai, ai santas!?
Eu vou é fuder seus cus e suas gargantas!

Catulo
Tradução: Felipe G. A. Moreira

 

16.

Pedicabo ego uos et irrumabo,
Aureli pathice et cinaede Furi,
qui me ex uersiculis meis putastis,
quod sunt molliculi, parum pudicum.
nam castum esse decet pium poetam
ipsum, uersiculos nihil necesse est,
qui tum denique habent salem ac leporem,
si sunt molliculi ac parum pudici
et quod pruriat incitare possunt,
non dico pueris, sed his pilosis
qui duros nequeunt mouere lumbos.
Vos, quei milia multa basiorum
legistis, male me marem putatis?
Pedicabo ego uos et irrumabo.

Catulo

 

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