Subversa

O Estrondo da Tempestade | Sat AM (Curitiba, PR, Brasil)

₢Waldir Neto

₢Waldir Neto

Lá, na tempestuosa colina de um fulgor inominável.

Lá, entre emaranhadas e tenebrosas árvores de um horror incondicional,

Onde as chamas tocam o céu, e o céu se perde no vasto paraíso.

Lá, onde a imensidão do nada e o abismo se encontram,

Como em um romance infernal… Carnal aos ouvidos ditos.

Lá, onde os raios rasgam grossas nuvens cinza perpetuadas por um lúgubre fugaz,

Onde as estrelas perdidas do firmamento se unem em um baile profano,

Cheio de uma total falta de bondade e benevolência aos homens considerados de bem,

Onde o vento frio, gélido e repugnante de um norte esquecido,

Percorre o corpo dos guerreiros lobos, esperando o retorno de seu rei.

E ao longe o estrondo…

O baque inumano do raio diabólico,

O último gole de fôlego diante da tempestade espectral,

O último suspiro diante de um abismo de tenebruras abissais,

O último vislumbre de um horizonte negro rasgado pelo poder incondicional.

Lá, onde deixamos nossos sonhos de lado,

E nos deparamos com a incondicional verdade.

Lá, onde as imagens de um reino perdido e esquecido em meio a neve,

Força-nos a repensar quem somos ou seremos,

Para onde aqueles que se esqueceram de sorrir serão enviados.

E ao longe o estrondo…

Como o martelo de um ferreiro batendo contra a espada em brasas,

Como o forte bradar das asas de corvos,

Como a voz firme do pai zeloso a seus filhos.

A tempestade que traz a nova sorte aqueles que vivem na “terra dos vivos”

Perdidos…


 

Sat AM (Curitiba, PR, Brasil) é estudante de Letras-Japonês da Universidade Federal do Paraná. Gosta de escrever textos como a temática dos sentimentos de ódio, raiva, terror e luxúria.

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