Subversa

O canto dos nômades | Felipe Tedeschi


não se trabalha esperando a morte. a efemeridade do corpo é vapor. os dias iguais confundem. o todo é muito grande e o tic-tac caleja os pés da bailarina. o ciclo traz o que está vivo, mas nos lembra que é necessário um fim. deus é uma borboleta colorida para os cegos de nascença. a experiência é dolorida e libertadora. os nômades cantam canções solitárias, enquanto se embriagam de faces diferentes. e bêbados sentem o vento gelar a espinha. a única saída é caminhar. sem rumo. a flor só desabrocha pra Hermes, filho de Zeus e encarregado de segurar os céus.

Por que ainda estou aqui?


Felipe Tedeschi | São Bernardo do Campo, Brasil

Sobre o Autor

2 Comentários

  1. Gisele Peres 16 de maio de 2019 em 18:57

    Maravilhoso seu poema.. vai ao mais profundo do ser.

  2. Tainah 31 de maio de 2019 em 08:32

    Lindo, seu poema!

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