Subversa

Lisboa | Isabel Cardoso (Lisboa, Portugal)

Ilustração: Helena Barbagelata


Na ventura Portuguesa

Mora a alma brilhante

De quem crê,

De vem vive intensamente.

De quem mora sobre o Tejo,

O ama, o adora, o contempla.

 

Rolando na calçada,

Saudando as colinas

Vive a brisa alfacinha,

Vive a alegre romaria.

Canta o fado a som tremido,

Canta a voz segura pla guitarra.

 

Seguem-se os cafés plantados,

Naquelas esplanadas quentes e brilhantes.

Onde existe a multiplicidade.

Tantas cores, tantos afetos.

Tantas histórias conta esta velha cidade.

Velha e não gasta, sábia…

 

Trepando o Castelo, a Sé.

Preparando a vista para o mais belo…

O Tejo poisa debaixo da ponte,

Brilhante, distante e melancólico.

Contanto na sua corrente os barcos perdidos.

As fés ganhas, e mundos achados.

 

Foi aqui que nasci.

Aqui me plantaram e germinei.

Nesta Lisboa quero-me perder.

Quero ouvir os contos que fazem sonhar.

Aqui nasci, aqui viverei.

Tomarei o azul pintado na alma.

 

Lisboa minha,

Lisboa de sempre.

Eterna Lisboa nascente.

És bela como nenhuma outra.

És minha, és nossa.

És de toda a gente.


ISABEL CARDOSO (Lisboa, 1985) descobriu e apaixonou-se pela poesia aos oito anos, com Sophia de Mello Breyner Andresen, quando a escritora foi à sua escola primária e leu alguns dos seus poemas e contos. Começou a escrever poesia e contos aos dez anos mas só em 2015 se aventurou a arriscar a publicação, participando na colectânea “Poema-me” da Editora Lua de Marfim Editora.

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