Subversa

Exílio | Vinícius Vianna


sujo natural fragmentado

piso da piscina/meu passado

confundido naquele chão lembro

de uma história de amor infantil.

Eu vivia os dias não

apenas os segundos

– miséria de hoje –

eram hematomas que me pertenciam

as blusas brancas imundas na lavanderia

solado do pé machucado sangrando pedia mais

vinha o cheiro de mato e da maria fedida.

Uma própria língua aguda

consequência de quem se gasta

corpo ressonante com o meio atemporal

com estranha semelhança:

findou-se aquele mundo

expulsaram-me da minha pátria;

a ferrugem acabou com a tinta verde

tinta verde e musgo da grade da piscina

conflito com a barreira nunca houve

mas sim com o tétano – madureza cafona

beijo veio e calou nossas bocas

sexo separou nossos corpos

sonhos expulsaram os convidados

você é capaz cresce estude acabe seja

anuncia-se na virtualidade:

é o início dos novos tempos!

 

Peço perdão, eu me atrasei demais.


Vinícius Vianna | São Paulo, Brasil | vianna5@live.com

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