Subversa

Editorial | Vol. 14 | n.º 02 | junho de 2021


Dizem que não se trata de reconhecimento, que não se trata de fama nem dinheiro nem prêmios ou flores ou homenagens. Que não se trata de propaganda nem de conversa para boi dormir, tampouco elogio ao poder. Menos ainda se trata de manual de como furar barreiras para encontrar um lugar ao sol.

Dizem, e fica ainda mais forte quando é dito com força e coragem e sem pretensão nenhuma de dizer nada, que é melhor dizer quando há algo inescapável a dizer de uma forma específica que não pode ser outra de dizer o que deve ser dito. Dizem que é quando a forma é a própria coisa do dizer, que o desejo é grande de falar, que a necessidade é urgente de não calar, quando é questão de sobrevivência que seja logo dito.

Dizem que é quando o microfone ficou mutado, que é um certo modo de apertar no unmute de certa forma que só pode ser aquela, que é um jeito de dizer que ganha espaço na hora em que é dito porque esse próprio jeito de dizer é o próprio espaço que ele procura ocupar. Que é como dizer que a imagem travou, enquanto o mundo todo está travado, se não for dito o que tem que ser dito dessa forma.

Que assim seja.

E que, não sendo outra coisa qualquer que se possa dizer o que é, torna-se arte.

Desejamos a todos uma boa leitura.

As editoras,

Tânia Ardito
Fabíola Weykamp
Morgana Rech

Arte da capa: Eliana Machado


Clique nos textos para ler:

SESSÃO DA TARDE | Fernando Ignez

ANICCA | Sara Vinhal

Poema | Luciana Francis

Ascendente | Sam Moura

MANCHETES DOMÉSTICAS | Leandro Costa

Um grito silencioso | Maria Martins Torres

Depois da metamorfose | João Vitor H Jaeger

Conversão | Andreza Andrade

NA AREIA DA CORNUALHA | Leonardo Ramos

Plexo Solar | Isadora Lobo

Água salgada | Andriele Moraes

VOYEUR DE MIM MESMO | Anaximandro Amorim

Gênesis | Raul K. Souza

O SEGURO NÃO COBRE | André Mellagi

está tudo certo | Paulo Arce

[FEBRIL] | Pedro Pedrosa

De ouvido | Diogo Bogéa

CULTIVO | Lucas Luiz

1989, | Felipe Eduardo Lázaro Braga

ainda que cantemos, é miragem todo espelho | Raí Prado Morgado

Gentileza | Bruna Rocha

Israel | Herbert do Nascimento

Interdito | Jessica Ziegler de Andrade

“Velhice” e “O leitor à janela” | Sidnei Xavier dos Santos

Capivaras | Gusthavo Gonçalves Roxo

ainda não | Juliana Maffeis

Gavião peneirador | Valeska Brinkmann

Dois poemas em silêncio | Milena Martins Moura

“RECORTE DE JORNAL” e “FRAGMENTOS” | Aderbal Bastos Barroso

Os tomates | Daniella Guimarães Araújo

Sobre o Autor

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