Subversa

Editorial Vol. 14 | n.º 01 | março de 2021


Este é o nosso primeiro número trimestral. Neste mundo pós-pandêmico, pós-verdadeiro, pós-luto, o ano da Subversa está dividido em quatro números que esperamos publicar ao longo do ano, em março, junho, setembro e dezembro. Possivelmente, essa organização nova dá notícias de um certo recolhimento de mais coisas dentro de um espaço só, como nos acostumamos a fazer desde que a peste nos acometeu em plena atualidade dos tempos.

A situação de confinamento nos separa uns dos outros e esvazia ruas, ao mesmo tempo que aglomera desejos, medos e esperanças no espaço interior. Tudo se passa feito literatura, na parte de dentro. A sala íntima de cada um é composta de memórias prontas a se tornar narrativa pelas paredes das casas e pelo tempo que passou até aqui. Precisamos contar a alguém como é ser uma parte do mal-estar, abrir a janela de uma cidade sem janelas – qualquer uma – e encontrar a palavra certa.

A pandemia nos têm, mas temos uma pandemia particular cuja campanha de vacinação se dá pela injeção de palavras. Belas, terríveis, feias, sublimes, grotescas, mas certas. O corpo se aquieta de palavras certas. Espera-se que a literatura que chega até ao leitor lhe faça contato por dentro e por fora, e que faça buracos nas paredes até que, aos poucos, se forme uma janela inesperada para o que há de vir.

Desejamos a todos uma boa leitura.


Ilustração de capa: Luana Kolling         

Clique nos textos para ler:

 

Demônio da Pinacoteca | J. P. Schwenck
“Incurável” e “Pós-M” | Lucas Luiz
O inferno somos nós | Carlos Silva
Moisés | Daniel Rodas
Dente de Leão | Amanda Jacometi
Michelle | Alessandra Barcelar
Cenário de uma manhã ou uma viagem | Mírian Freitas
30 anos, nu | Felipe Eduardo Lázaro Braga
Um casal em crise | Silvia Gerschman
Jogo as palavras pela janela para não morrer | Luizza Milczanowski
O som um corte | Milena Martins
O imperativo das metamorfoses | Mariana Varela
O ano em que o Brasil perdeu a Copa | Paulo Vicente Cruz
Pressentimento | Marina Kirst
Let it go | Davi da Motta
Peito de frango | Gabriel Correia
Urbe velha | Leandro Costa
“Metamorfose” e “Verter queimar” | Eduard Traste
A cigana | Angelita Guesser
À noite cresça para a velhice | Miguel Curado
hiena presidencial | Douglas Laurindo
A Deus Máquina e Jó | Chico Nonato
A Lorca | Tuca Silveira
[op. 28, nº 4] | Bianca Camargo
Nove Pontes | Gusthavo Gonçalves Roxo
A lágrima é maior que a palavra | Jessica Ziegler de Andrade
rumores | Julia Medina
Prenúncio de um romance | Ingrid Limaverde
Manhã de quinta-feira | Viviane de Oliveira
Sede | Felipe Fleury
“Morte”, “Desfiar” e “Remorsos” | Henrique Emanuel
Borges | Rodrigo Azeredo
Lua | Mardson Soares
I, II, III | Helder Magalhães
travessia I | Geraldo Lavigne
Série recôncavo, rizomas e encantados | Gabriele Rosa
nessas noites | Carla Carbatti
Recordação de Jonas no dia em que soube de suas bodas | Gabriela Ruggiero Nor
Doze pares de costelas | Nina Grillo
Como aprendi a ver fantasmas | Ana Gabriela Rebelo

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