Subversa

Editorial Vol. 13 | n.º 01 | agosto de 2020


“O ovo não existe mais. Como a luz da estrela já morta, o ovo propriamente dito não existe mais. — Você é perfeito, ovo. Você é branco. — A você dedico o começo. A você dedico a primeira vez”.

Clarice Lispector

Em frente ao papel em branco, sem saber direito o que dizer. A imagem que se repete na História da Literatura confirma o fundamental no ato original de escrever. Viver o estrangeirismo do mundo e dos nomes do mundo, escrever do nada e ao nada enviar o escrito, para que ele possa ecoar em algum lugar.

A originalidade tem esse duplo sentido: o texto é original porque nasceu e, ao mesmo tempo, porque morreu, em sua forma de fazer. É irrepetível. Nada que é original nasce duas vezes.

Se o texto literário for como uma casa aberta onde tudo pode ser dito pela primeira vez, então a Subversa é um vilarejo de casas que se renovam a cada lida. Inauguramos hoje um novo trajeto diante do papel em branco e do desejo de dizer algo novo, mas o melhor que nos cabe é escrever nossa constante e permanente boas-vindas aos que nos escrevem.

A partir deste Volume, somos três editoras e, neste número, fazemos referência a duas grandes artistas – Georgia O `Keeffe e Clarice Lispector –, para harmonizar com o ambiente uterino e com a reabertura de laços.

Desejamos uma boa leitura.

As editoras:

Tânia Ardito
Morgana Rech
Fabíola Weykamp


Clique nos textos para ler:

Espreita | Lyra Vetiver

Vô Carlos já volta | Fabrício Silveira

O bom sujeito | Daniela Picchiai

Suportar a vida em todas suas vias | João Henrique Balbinot

Aurora | Mardson Soares

Pinhole | Natanael Otávio

Primeiro Abraço | Gusthavo Roxo

O Ƈardal | Norberto Cardoso

O samba que é gente está frio e doente | Vinícius Vianna

Um menos antes de alguma coisa | Sofia A. Carvalho

 

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