Subversa

Editorial Vol. 12 | n.º 04 | abril de 2020


“Fala-se insistentemente de um silêncio qualquer, mas está-se muito abafado pelo ruído global”

Alberto Pimenta

Podemos fazer pelo menos duas afirmações complementares sobre a revista: um, que ela fala / dois, que ela cala. O silêncio, como disse o poeta Eugénio de Andrade, é nossa maior tentação. Ele não disse isso porque era um isentão, em nosso entender. Ele disse isso porque o seu trabalho era, em grande parte, silenciar a tagarelice do mundo; dizer o mínimo. Não há forma fixa no silêncio. Dentro do seu som, podemos dizer que a revista se cala para que o outro fale; ou que há gente calada demais no mundo; ou que os falantes e ouvintes devem-se alternar regularmente; etc., etc., etc. Somos uma rede de silêncios que abrem espaço para outros silêncios serem criados, e depois ditos de outra forma, e por aí afora. Estas palavras são o máximo que conseguimos dizer a cada número. E ainda assim estamos dizendo tudo aquilo que calamos, outra vez. É o suficiente.

Esperamos que tenham todos uma boa leitura.

As editoras.


Clique nos textos para ler:

Quem é o líder? | Carlos Barth

Enlace | Carlos Frazão

A mar | Eduardo Canesin

Constelado | Felipe Canterji Gerchman

guelras nas têmporas | Geraldo Lavigne de Lemos

Não quero mudar daqui | Gusthavo Gonçalves Roxo

O Estranhamento | Heitor Lima

I. | Laura Chaloub

Cinismo | Lucas Luiz

cada esquina é um canto melancólico | Raí do Prado Morgado

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