Subversa

Editorial Vol. 11 | n.º 4 | novembro de 2019


“Essa carne que não se toca mais na vida”, escreveu Antonin Artaud, um artista que só criava carne para seu corpo através da matéria da arte. Diz ele que fazer  preenchimento para um corpo sem órgãos é ainda fazer arte; criar casa para uma geração de outros artistas: também fazer arte; escrever à beira do precipício tentando encontrar terra onde pisar pode perfeitamente abraçar a existência de um poeta.

A Subversa cria corpo criando corpos artísticos. Um número digital: um corpo novo. Uma impressa: um corpo robusto que se projeta para o futuro. Dentro desses seres, uma série de laços afetivos amarra as pontas dos fios e criamos uma concepção de revista por meio da relação que se faz entre poetas. Por isso sempre dizemos que a comissão editorial da revista (nós duas!) não pode existir de forma independente do laço. Nós não somos editoras sem a leitura de todos os textos que chegam. A literatura que está na Subversa é parte de um mundo, outrora exilado, que se abre e agora quer se juntar. Ela quer dizer: estou aqui.

Desejamos a todos uma boa leitura deste que é o penúltimo número de 2019.

As editoras

Imagem de capa: “sem título”, Nancy Spero, 1970.


Clique nos textos para ler:

ondas curtas | Raí Prado Morgado

enquanto comíamos trufas e bebíamos algo qualquer | Alves Candeira

Poema de verão | Daniel Costa

Não | Fábio Amaro

-ME | Felipe Gerchman

Metonímia | Gabriela Martins

“The heart is a cannibal” | João Henrique Balbinot

Um contrato pela justiça | Leonardo Camargo Ferreira

Interior | Lucas Luiz

Catarse | Rafael Wenzel

 

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