Subversa

Canção de Lenine | Otto Vasco


A TARDE SE ESCONDEU NAS PAREDES

MAQUIADAS POR UM CALFINO PÁLIDO

UM TRAÇO DE SOL QUE FEZ SOMBRA

NO MURO COMPLETAMENTE IGNORADO

O CORPO DE UM BOEING QUE CARREGA

UMA BURGUESA COM NOME DESCONHECIDO

A RUA COMO PASSARELA DE CÃES VIRA LATAS

QUE OUSAM LATIR SEU DESEJO SEM PALAVRAS

CABERIAM DEZ MIL SÍLABAS DESORDENADAS

CONSTRUINDO UM POEMA SONORO

ESSES VERSOS SÃO TESTEMUNHA DA SOLIDÃO LUNAR

NUM CÉU ACOBREADO ONDE OS ANJOS DESCANSAM

UM VESTIDO DESBOTADO, A EXPLOSÃO DE UMA ESTRELA

A SERPENTE, A CANÇÃO DE LENINE, O PESO DA VESPA

A VOZ DO SILÊNCIO, A RETIDÃO SOLENE DO HORIZONTE

O ERRO ORTOGRÁFICO NA TRADUÇÃO DE HOMERO

SERÃO MATÉRIA PARA UMA POESIA FEBRIL


Otto Vasco | Brasil

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