Subversa

Até todas as estrelas caírem da noite | Sat AM (Curitiba, PR, Brasil)

balao

Pelo som que corre por minhas veias e corrompe meus ouvidos,

Em bálsamo frio e musgoso,

Tenebroso aos olhares vistos.

Sua voz que em emaranhadas cobertas torna minha visão turva.

E o som da chuva fria que cai e se choca em meu rosto,

O som da agonia translúcida que chama a gritar,

O som que a solidão de meus dias provoca em mim,

Nada se compara a isso!

Não há paz no mundo de um deus cego!

Surdo aos clamores daqueles que se dizem seus filhos,

Mudo aos corpos cremados e agonizantes de dor e fúria!

Eu, que aqui estou e vos vejo,

E te desejo o mesmo fim.

Para você que se diz existir desde o início das estrelas,

Você, que se diz o único do nascimento do universo até a queda de todas as constelações na noite,

Você, a quem desejamos todas as pragas malditas deste mundo,

Junto às almas desses pobres cães imundos que se alto declaram sua imagem.

Certas chamas não me queimam mais!

O corpo, a alma… “adormecidos” pelas dores e por suas falhas,

O grito no escuro…

 


Sat AM (Curitiba, PR, Brasil) é estudante de Letras-Japonês da Universidade Federal do Paraná. Gosta de escrever textos como a temática dos sentimentos de ódio, raiva, terror e luxúria.

 
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