Subversa

À noite cresça para a velhice | Miguel Curado

 

assimetricamente,

nódoas de sangue

recônditas,

recolhidas,

que gritam ar podre, …

 

e há um dia,

em que a rotina explode,

os lamentos assumem

a forma de um beijo,

e há beijos que

se desintegram,

e o ar pesa,

sobram vogais para

que as consoantes emudeçam, ….

 

lembro-me de tanta gente

que já aqui coube,

e a luz assusta,

não há mais dia,

para que à noite

cresça para a velhice,

que de si se espera


Miguel Curado | Lisboa, Portugal | jornalista, publicou Abrir os Olhos Até ao Branco (2018) | miguelcurado@hotmail.com

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