Subversa


Original: Michel Houellebecq em Configuration du dernier rivage (“Configuração da última margem”) (2013, Flammarion)

Être un petit chien blanc qui court sans se lasser après
la même branche,
Ou un vieux prêtre noir qui dit sans pleurnicher la messe
du dimanche :
Bref avoir une foi, minuscule ou sublime, un ensemble de
gestes
Comme une danse idiote, nous dirons le pas turc,
une danse modeste
Qu’on danse sans effort, minime apprentissage, très peu
de réflexion :
Atteindre le bonheur immobile et cyclique de la répéti-
tion.


Tradução: Felipe G. A. Moreira

Ser um pequeno cão branco que corre sem cansar
para o mesmo galho.
Ou um velho padre preto que na missa de domingo reza
sem confundir alho e bugalho.
Em suma ter uma fé, mínima ou sublime, um conjunto de
gestos.
Como uma dança idiota, dir-se-ia o passo turco,
num ritmo dos mais modestos.
Que a gente dança sem esforço, aprendizado mínimo, muito pouca
reflexão.
Esperar a felicidade imóvel e cíclica da repeti-
cão.

 

 

 

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