Subversa
  • dizer nomes e nomear chuvas | Fabíola Weykamp

    talvez não seja tarde para dizer que a chuva que caía sobre teu rosto naquela tarde que mais parecia noite fosse o que hoje sabemos sem dizer porque não importa o hiato que exista entre aquela chuva e a chuva que caiu em pelotas hoje à tarde sem dizer ao que não se diz e…

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  • Odes mínimas, do amor | Fabíola Weykamp

    Para Hilda Hilst   tu me conheces a verdade pois a minha verdade se revela na tua boca não tenho pressa nem sono ou sonhos sou pura na existência quando me olhas quando me tens em mim, inteira não me anulo ou pecado parecido sou toda existência & liberdade ilumino-me com o amor que de…

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  • O trabalho das máquinas | Fabíola Weykamp

    Cultuo o hábito de ligar a máquina de lavar roupas às 21h   o silêncio no condomínio perde a vez para as roupas na máquina modo molho longo   não poupo o tempo de espera não me aborreço com a espera das roupas em molho demorado das roupas limpas como devem   aborrecer-me-ia lavagem rápida:…

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  • Dos desejos que não saram | Fabíola Weykamp

    para Sérgio M. nutra-me como a uma criança leve-me à boca o alimento sagrado com sua doce destreza dos convencimentos umedeça-me os lábios com água pura e embale-me o corpo com sua cantiga de ninar dos dedos teus que compõem amor no violão hereditário aqueça-me os pés e as mãos com sua melodia sempre inédita…

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  • Notícias ligeiras em noites abafadas na capital | Fabíola Weykamp

    como sorrir diante do não-motivo as coisas todas exaustas as pessoas todas exaustas tudo em volta fedendo à exaustão? como sorrir o sorriso calculado o sorriso espontâneo com a boca leve de lábios coloridos os dentes fartos que se mostram desinibidos e despreocupados? que olhos precisa-se ter para ver o sorriso que olhos preciso não…

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  • brilha quanto dura, arde quanto queima | Fabíola Weykamp

    marcou para sempre sem cuidado um sono leve acorda de mais à noite agitado, os pés fora da cama os braços pendendo mistérios (de outros abraços) marcou para sempre a febre que não teve o corpo pesado marcando o colchão um lado só um corpo só um amor sem cuidado vazio de promessas deixando pago…

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  • promessas de fim de ano | Fabíola Weykamp

    (…) “Teu sonho é desaparecer lá onde a morte é apenas um sacrifício ao silêncio”. Anna Akhmátova, 1963 para o homem de pelos na cara – que ele o é – manter as promessas de fim de ano são como agruras na imensidão da noite – seduz todos aqueles despojados de amor – o desejo…

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  • há mais do que o cheiro do passado no futuro | Fabíola Weykamp

    medo tensão sentimento de morte luto cenário de morte luta acordo golpe, acorde! ai-5 sarcasmo e tiro corte corte cavalo e coturno corte palavra muda palavra silenciada não cala ministério amigo-ministro e toga toga que cai sem mistério – nunca o foi – máscara gargalhando ao chão cinismo confirmado fake news a face pós-moderna do…

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